Alma flamejante de puro ardor e seca
dor lamentável e insuportável
sentimentos conflitantes cíclicos
confusões que levam a loucura
paralelas desencontradas
bruscas pegadas indecisas
para onde ir, leve-os daqui
onde o vento não assopra
onde a corrente marítima não chega
que vá depressa e galopante
no primeiro e terno suspirar
que suave sai e desejável voa
o espaço já não abriga mais a lua e as estrelas
as noites se tornaram claridades
não há brilho ofuscante e nem brilho maior
por só resta um conjunto uniforme
dividido em partículas atómicas
agrupados formando o Todo
Aqui está. Fique!
O guarda está a vigiar
Sereno e tranquilo mas de olhos atentos
a um simples suspiro vem à ação
permaneça assim
assim deste modo
não ouça mais nada
somente o que tens
aí ficaras até que o infinito se torne finito.
segunda-feira, 6 de setembro de 2010
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