domingo, 1 de julho de 2012
O Silêncio !
ZzZzZz, cri cri cri, ziiiu ziiiu... Parece que nunca há silêncio. Ainda quando estamos em silêncio sempre têm um barulho; horas imperceptível outras agudos. Se não é o barulho e a confusão na nossa mente é o barulho do grilo e da cigarra na noite fria. Fria sim porque o silêncio atrai o frio. Posso dizer que o silêncio é a própria frieza. Ainda mais para nós seres humanos que herdamos o mal do orgulho e procuramos expressá-lo através da frieza com o outro ser, ignorando-o e silenciando-se. Nessa hora o que resta saber é: Quem vai quebrar o silêncio? quem vai romper as ataduras do orgulho? É sempre difícil responder estas perguntas. Pois nós, seres humanos, esquecemos da humanização, do sentido da vida e de apenas viver. Procuramos pontos, explicações, fatos que justifiquem. Fazemos um trabalho árduo de detetive tentando através de nossa mente encontrar o argumento. É, a mente silencia tudo, afasta tudo e dita tudo. Faz o tempo passar fora dela mas não perde o passado, projeta o futuro mas não faz no presente. E, enquanto isso a vida vai passando num silêncio sombrio sem ação, agindo apenas no campo da ficção ou, diria melhor, ilusão. E o passado vai se arrastando de fracasso que promete se transformar em vitórias no fim do arco-íris. Mas, como fazer do sal um açúcar? Nem os processos químicos encontram uma solução diante de tamanha antítese. Pois é, isso justificaria tudo. Mas será se o tudo se justifica por si próprio? Ficou confuso? Não se aborreça pois eu também fiquei. Isso tudo é o reflexo do silêncio que parece existir mas como comprovado no início desse texto, o silêncio não existe. O que existe é uma pálida sombra de ilusão do silêncio. Por que, se de fato, houvesse o silêncio, a paz estaria ali do seu lado.
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